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Lutas, desafios e conquistas - Março Mulher

Data: 01/03/2021 16:00

Autor: Tatiane de Barros Ramalho

imgAo longo dos séculos, as mulheres nunca tiveram uma vida fácil. Observando a história, cada conquista obtida pelas mulheres foi fruto de muita luta e sacrifício, portanto nada mais distante da realidade do que afirmar que a mulher é um "sexo frágil", pois para o protagonismo feminino com diversos avanços e conquistas foi necessário muita força e persistência.
 
No Brasil, as mulheres enfrentam muitas dificuldades para fazer valer seus direitos, mas nem por isso ficam alienadas ou conformadas com a situação. Em uma sociedade que é preciso conquistar cada espaço, as mulheres já demostraram o quanto já caminharam para fazer valer suas escolhas.
 
A mulher tem um papel muito importante na transformação da sociedade e na semana de Março onde comemoramos o Dia Internacional da Mulher chamamos atenção para o papel da mulher no mundo de hoje. 
 
No Brasil, temos várias Leis de proteção à mulher, inclusive a lei Maria da Penha, que é divulgada em todo o país, porém ainda deparamos a cada 2 horas com a morte de uma mulher, simplesmente por ser “mulher”, o abominável “crime de feminicídio”. Em Mato Grosso os casos de feminicídio ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 aumentaram 68% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
 
Nessa data tão importante precisamos conscientizar e mudar mentes e corações, para que as mulheres sejam de fato respeitadas, pois ainda continuam sendo vítimas de violência sexual, violência física, violência moral, violência patrimonial, violência psicológica, bem como em alguns países do planeta, meninas continuam sendo vítimas de mutilação genital, outras proibidas de estudar, ou ainda banidas da sociedade por uma cultura que não aceita o divórcio.
 
As mulheres vítimas de violência sofrem silenciosamente, muitas por medo do preconceito, outras por medo da exposição, onde muitas de vitimas passam a ser culpadas. Milhares de violações na internet, através da exposição indevida de informações pessoais e imagens. Dados concretos comprovam que as mulheres são mais vulneráveis ao assédio moral, principalmente no trabalho. A violência contra a mulher não conhece limites de tempo, espaço ou classe social, encontrando-se presente em todos os lugares, não importando a idade ou condições pessoais, financeiras ou profissionais. Basta de violência contra a mulher! Precisamos de mudança efetiva no seio das famílias e na implementação educacional da igualdade, criando nossos filhos com valores de respeito, amor e solidariedade.
 
Ao comemorar a data de 8 de março, continuamos dedicando a incentivar a sociedade a refletir sobre as principais conquistas, mas também os desafios que as mulheres ainda enfrentam nos dias atuais. Há diversos avanços a serem destacados, como a criação da Lei Maria da Penha, como um passo importante dado ao enfrentamento à violência contra as mulheres, assim como os novos direitos para as trabalhadoras domésticas, além do incentivo aos  programas de saúde especificamente para as mulheres, assim como os incentivos e apoio técnico e financeiro para as iniciativas de mulheres rurais, inclusive o destaque para as mulheres empreendedoras.
 
Felizmente, muitos homens estão aderindo a essa preocupação, seja em seus lares, no trânsito, no ambiente acadêmico ou profissional, mas é uma longa jornada que ainda precisamos percorrer. É isso! Somos mulheres em toda nossa diversidade. Mulheres de todas as classes, etnias, credos, corpos, posições políticas, orientações sexuais e identidades de gênero, e cada afronta ao direito ou integridade de uma mulher, todas sofrem com isso, portanto, essa luta é pelo RESPEITO, pela SORORIDADE e IGUALDADE, pelo simples DIREITO de ter DIREITOS.
 
Que essa data traga uma profunda reflexão do que fazemos em nosso entorno para que nós mulheres sejamos tratadas com respeito, de forma justa e igualitária.
 
* Tatiane de Barros Ramalho é presidente da Comissão da Infância e Juventude